Percepções Sustentay  – 13/12/2025

Percepções Sustentay apresenta notas rápidas e variadas sobre governança, estratégia, sustentabilidade, tecnologia e equilíbrio. São pequenas notícias que, juntas, constroem um panorama abrangente de ideias, insights, informações e observações relevantes. Hoje os retalhos de percepções abordam: Paisagismo regenerativo chega ao mercado imobiliário; Economia Circular: Lei de Incentivo à Reciclagem atrai R$ 2,2 bilhões; Governança ESG: caso Ambipar é divisor de águas; Desigualdade climática e consumo excessivo; e UE Flexibiliza Metas Climáticas.

UE Flexibiliza Metas Climáticas

Em um movimento que pode indicar uma pausa na ambição climática global, a União Europeia (UE) chegou a um acordo para flexibilizar ainda mais sua meta de redução de emissões. A pressão econômica e política levou a uma concessão significativa: a meta de corte de 55% até 2030 continua formalmente de pé, mas com brechas e flexibilizações para setores-chave, como agricultura e indústria. Críticos apontam que essa moderação mina a liderança da UE e pode comprometer o Acordo de Paris, especialmente porque o bloco já vinha enfrentando dificuldades para traduzir as promessas em ações concretas no terreno. O debate agora se concentra em como equilibrar a necessidade urgente de descarbonização com as realidades econômicas e sociais de seus membros. A mensagem é clara: o caminho para o net-zero será mais lento e mais negociado. — 🔗 Acesse e saiba mais

Desigualdade climática e consumo excessivo

Um novo e chocante relatório global divuldado pelo World Inequality Report 2026 revelou a face da desigualdade climática: as 60 milhões de pessoas mais ricas do planeta (o 1% superior) são responsáveis por emitir uma quantidade de carbono que é três vezes maior que a emitida pela metade mais pobre da humanidade. Esses super-emissores impulsionam a crise climática através de padrões de consumo ultraluxuosos e viagens frequentes. O estudo traz uma verdade incômoda: a luta climática não é apenas sobre tecnologia, é sobre equidade social e consumo excessivo. Enquanto a maioria da população global luta por meios básicos de subsistência, a pegada de carbono do 1% mais rico ameaça os limites do planeta. Para que as metas climáticas sejam atingidas, a pressão deve se voltar para a redução drástica do consumo dos mais ricos, complementando os esforços de descarbonização da indústria. — 🔗 Acesse e saiba mais.

Governança ESG: caso Ambipar é divisor de águas

O recente caso envolvendo a Ambipar, uma das líderes em serviços ambientais, expôs uma vulnerabilidade crítica: a fragilidade da governança (o “G” do ESG) em companhias de rápido crescimento no setor de sustentabilidade. A valorização agressiva das ações, seguida de uma queda acentuada após dúvidas sobre a transparência, serviu como um teste de estresse para todo o mercado. O episódio reforça uma lição fundamental para investidores e empresas:

  • Sustentabilidade não é apenas “E” (Ambiental): a robustez de uma empresa ESG depende crucialmente de sua integridade em governança.
  • Transparência é Obrigatória: a mercado exige prestação de contas clara sobre crescimento, endividamento e aquisições.

A sustentabilidade precisa de bases financeiras e éticas sólidas para fortalecer a governança e construir confiança no mercado ESG. O caso Ambipar será um divisor de águas, forçando o mercado a ser muito mais rigoroso ao avaliar a letra “G” nos investimentos verdes. — 🔗 Acesse e saiba mais.

Economia Circular: Lei de Incentivo à Reciclagem atrai R$ 2,2 bilhões

A Economia Circular está deixando de ser uma tendência para se tornar uma potência de negócios no Brasil. O setor de reciclagem e reuso de materiais tem atraído investimentos bilionários por todo o país, sinalizando uma transformação profunda no modelo de consumo e produção. Esse fluxo de capital está focado em modernizar a infraestrutura, aumentar a capacidade de processamento de resíduos e desenvolver novas tecnologias que fechem o ciclo dos materiais. Os principais vetores desse crescimento são:

  • Inovação Tecnológica: soluções de IA e IoT para otimizar a coleta e triagem de resíduos.
  • Logística Reversa: o cumprimento de metas ambientais por grandes indústrias impulsiona a demanda por sistemas eficientes.
  • Geração de Emprego: criação de novos postos de trabalho em uma cadeia produtiva sustentável.

Investir na circularidade é reconhecer que o lixo é um recurso valioso. O Brasil se posiciona estrategicamente para liderar essa transição, unindo lucro e proteção ambiental. — 🔗 Acesse e saiba mais — 🔗 Conheça o SIINIR – Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos

Paisagismo regenerativo chega ao mercado imobiliário

O mercado imobiliário está sendo transformado por uma tendência sustentável e inteligente: o Paisagismo Regenerativo. Longe de ser apenas estética, essa abordagem cria ambientes que ativamente melhoram o ecossistema, em vez de apenas decorá-lo. A diferença é clara: enquanto o paisagismo tradicional foca em plantas bonitas, o regenerativo foca em restaurar a saúde do solo, aumentar a biodiversidade e gerenciar a água de forma eficiente. Empreendimentos que adotam essa filosofia estão colhendo benefícios diretos:

  • Eficiência Hídrica: Uso de espécies nativas que demandam menos irrigação.
  • Bem-Estar: Criação de espaços que promovem a conexão com a natureza e a saúde mental dos moradores.
  • Valorização: Imóveis com certificações ambientais e paisagens ecologicamente ricas atraem consumidores de alto padrão.

O Paisagismo Regenerativo é a prova de que a sustentabilidade pode e deve ser o novo padrão de excelência e rentabilidade no setor imobiliário. — 🔗 Acesse e saiba mais

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Extraído, inspirado e adaptado de conteúdo da Internet

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