Percepções Sustentay  – 13/06/2026

Percepções Sustentay apresenta notas rápidas e variadas sobre governança, estratégia, sustentabilidade, tecnologia e equilíbrio. São pequenas notícias que, juntas, constroem um panorama abrangente de ideias, insights, informações e observações relevantes. Hoje as percepções Sustentay abordam: Futuro dos negócios: governança, equilíbrio e sustentabilidade; Terras raras: trunfo estratégico da indústria do Brasil; A corrida pelo talento em IA; Violência contra a culher: o paradoxo brasileiro; e CVM recua no reporte ESG: novo teste do mercado.

CVM recua no reporte ESG: novo teste do mercado

A decisão da CVM de derrubar a obrigatoriedade dos relatórios financeiros de sustentabilidade (padrões IFRS S1 e S2), tornando-os voluntários sob a lógica do “pratique ou explique” a partir de 2027, redesenha o cenário regulatório nacional. O recuo atende à pressão de associações empresariais preocupadas com custos de conformidade, mas acende alertas críticos sobre o risco de assimetria informacional e perda de competitividade global do país. Sob o olhar da estratégia e governança, a mudança desloca o peso da cobrança do regulador para os investidores. Corporações com governança robusta entendem que a transparência climática já está precificada pelo mercado; omitir esses dados pode significar capital mais caro e barreiras em cadeias globais de valor. Agora, o reporte vira um divisor de águas estratégico. Organizações pioneiras devem manter as divulgações para consolidar sua reputação, enquanto outras precisarão justificar publicamente seu silêncio. A sustentabilidade deixou de ser uma imposição de cartório para se transformar em uma escolha pura de posicionamento de mercado.  — 🔗 Acesse e saiba mais.

Violência contra a mulher: o paradoxo brasileiro

Embora 60% dos brasileiros vejam o crime contra a mulher como o mais grave, quase metade da população ainda não enxerga violência em atitudes de controle, como monitorar saídas ou gerenciar o salário da parceira. Esse descompasso entre a percepção do crime explícito e as práticas diárias de abuso revela um profundo desafio cultural que se reflete diretamente nas organizações. No pilar social (S do ESG), esse dado expõe os limites das políticas públicas superficiais. Nas organizações a violência doméstica não é uma pauta externa; ela afeta diretamente o absenteísmo, o bem-estar psicológico e a produtividade do capital humano dentro das empresas. Por isso, são necessárias ações de letramento social profundo. A criação de canais de denúncia seguros, redes internas de acolhimento e programas de conscientização que desnaturalizem o controle patrimonial e psicológico são essenciais. — 🔗 Acesse e saiba mais.

A corrida pelo talento em IA

A crescente pressão sobre as empresas para reter profissionais com habilidades em inteligência artificial transformou a gestão de pessoas em um gargalo estratégico. A escassez desse perfil técnico qualificado inflaciona salários e intensifica a disputa de mercado. Sob a perspectiva de estratégia corporativa, a retenção desses talentos deixou de ser uma demanda isolada de Recursos Humanos para virar uma questão de sobrevivência e inovação de longo prazo. No entanto, focar apenas em bônus e compensações financeiras agressivas é uma saída de curto prazo que pode desequilibrar a equidade interna. Lideranças focadas na sustentabilidade de seus negócios devem priorizar o pilar social (S do ESG) através do upskilling (requalificação) interno e do desenvolvimento contínuo de equipes. Uma governança responsável mitiga o risco do apagão de mão de obra ao investir na formação de sua base, assegurando uma transição digital verdadeiramente inclusiva, resiliente e sustentável. — 🔗 Acesse e saiba mais.

Terras raras: trunfo estratégico da indústria do Brasil

A declaração do chairman da Volkswagen reforça que o Brasil mantém uma posição geopolítica altamente estratégica no mercado global de terras raras. Cruciais para a transição energética, a mobilidade elétrica e a alta tecnologia, esses minerais posicionam o país como uma alternativa indispensável para a diversificação de cadeias globais de suprimentos. Do ponto de vista da governança e da estratégia, esse protagonismo traz responsabilidades proporcionais ao seu potencial de valor. Atrair investimentos pesados de montadoras exige um ambiente de negócios previsível, segurança jurídica e, acima de tudo, conformidade rigorosa com critérios socioambientais de extração. O desafio das lideranças públicas e corporativas é evitar o modelo histórico de mera exportação de commodities. A verdadeira sustentabilidade econômica dependerá de uma estratégia nacional que adicione valor local à cadeia produtiva, integrando a mineração responsável à neoindustrialização verde e à resiliência climática global. — 🔗 Acesse e saiba mais 

Futuro dos negócios: governança, equilíbrio e sustentabilidade

A economia global vive uma transformação acelerada, impulsionada por 18 “arenas do futuro” que adicionaram US$ 18 trilhões em valor de mercado. Sob o olhar da estratégia e governança, esse crescimento traz um padrão claro: a infraestrutura de Inteligência Artificial lidera o avanço, respondendo por cerca de 60% desse valor, seguida de perto pela digitalização e eletrificação. Para conselhos de administração e comitês de ESG, esse cenário redesenha os mapas de risco e oportunidade. O investimento em tecnologia não opera mais de forma isolada; a IA atua como um acelerador transversal de performance, exigindo uma governança corporativa ágil e atenta à eficiência energética. O grande desafio estratégico consiste em equilibrar o forte dinamismo competitivo desses novos mercados com a sustentabilidade de longo prazo. As organizações precisam ser capazes de internalizar essas inovações tecnológicas de forma responsável, criando modelos de negócios resilientes, éticos e verdadeiramente preparados para o futuro digital. — 🔗 Acesse e saiba mais

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Extraído, inspirado e adaptado de conteúdo da Internet

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