Mercado de Data Centers no Brasil

A Forbes publicou uma matéria importante sobre Data Centers no Brasil que mostra a aceleração do mercado brasileiro e o potencial de investimentos até 2030 – https://forbes.com.br/forbes-money/forbes-real-estate/2026/08/mercado-data-centers-brasil/. De 2025 a 2026, o país viu um crescimento explosivo na demanda por data centers, com projeções de um mercado que pode mais que dobrar de tamanho até 2030.

Os números são impressionantes. Só no primeiro semestre de 2026, 106 megawatts (MW) de nova capacidade já entraram em operação, com um recorde de entregas previsto para o ano inteiro . A demanda é tão grande que a estimativa de consumo de energia para data centers até 2030 foi revisada para cima em 2,2 GW em apenas quatro meses, saltando para 5,6 GW, com potencial de chegar a 20 GW na próxima década.

Este movimento é liderado por grandes players como Ascenty, Odata e Scala, que juntos controlam 70% do mercado de colocation no país . O governo, por sua vez, busca acelerar esse processo com a aprovação da Lei do Redata (Regime Especial para Serviços de Data Center) , que oferece incentivos fiscais federais para atrair investimentos . A promessa é de soberania digital, desenvolvimento regional e atração de bilhões de reais.

A lei, que originalmente exigia o uso de energia “limpa” para os data centers beneficiados, foi alterada no Senado para aceitar fontes “de baixa emissão”. Essa mudança, aparentemente técnica, abre uma brecha perigosa. Representantes dos setores eólico e de armazenamento de energia temem que, na regulamentação, o gás natural seja enquadrado como “baixa emissão”, o que poderia “reduzir a renovabilidade da matriz” e desvirtuar o propósito sustentável do projeto.

Um ponto de destaque nessa estratégia é o papel do Rio Grande do Norte. A instalação de infraestrutura pública de supercomputação e IA no estado pode funcionar como um catalisador inicial, criando uma oportunidade única para: conectar infraestrutura pública de computação a universidades, pesquisas e serviços públicos; atrair o mercado privado de data centers e provedores de nuvem; integrar com o potencial de energia renovável do estado (eólica e solar); fomentar inovação, startups e talentos locais; e impulsionar o desenvolvimento econômico sustentável do RN e do Nordeste.

O boom dos data centers no Brasil é uma oportunidade única de liderarmos a economia digital com responsabilidade, com crescimento sustentável e regenerativo, através da atuação com a consciência do impacto real sobre o nosso planeta e as nossas comunidades. E o Rio Grande do Norte pode ser o ponto de partida para um novo ciclo de desenvolvimento digital, inovador e sustentável no Brasil.

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✍ Adriano Motta.

🖼 📷🖼️📹 Gerada com IA


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