Percepções Sustentay  – 11/07/2026

Percepções Sustentay apresenta notas rápidas e variadas sobre governança, estratégia, sustentabilidade, tecnologia e equilíbrio. São pequenas notícias que, juntas, constroem um panorama abrangente de ideias, insights, informações e observações relevantes. Hoje as percepções Sustentay abordam: Alerta: super El Niño pode persistir até 2027; Emissões da Amazon sobem 16% com Data Centers e IA; Ministério da Fazenda integra finanças ao mercado de carbono; PPPs para enfrentar o desafio da gestão de resíduos; e Inovação no semiárido: estudante de Mossoró cria cisterna de baixo custo.

Inovação no semiárido: estudante de Mossoró cria cisterna de baixo custo

Uma estudante de Mossoró desafiou a escassez hídrica no semiárido potiguar ao desenvolver um sistema inovador e acessível de captação de água da chuva. Utilizando materiais reciclados e de fácil acesso, como caixas de leite cartonadas, lona e uma estrutura de antena parabólica, o projeto consegue armazenar até 500 litros de água, oferecendo uma alternativa econômica para famílias vulneráveis da região. A iniciativa exemplifica o poder das tecnologias sociais para mitigar riscos climáticos de forma descentralizada. Em um cenário de eventos extremos e estresse hídrico, soluções de baixo custo focadas na autonomia das comunidades rurais são fundamentais para garantir a segurança alimentar e a resiliência comunitária em longo prazo. Para a gestão da sustentabilidade, o projeto serve como um estudo de caso valioso sobre economia circular e inovação frugal, pois entrega o máximo de valor com o mínimo de recursos. Apoiar e dar escala a soluções nascidas do conhecimento local, integrando o investimento social privado a demandas territoriais reais, é uma estratégia indispensável para o desenvolvimento sustentável. — 🔗 Acesse e saiba mais.

PPPs para enfrentar o desafio da gestão de resíduos

A ausência de planejamento estratégico estruturado continua sendo o principal entrave para a gestão eficiente de resíduos sólidos no Brasil. O diagnóstico do setor evidencia que a descontinuidade administrativa e a falta de projetos técnicos de longo prazo nos municípios travam o avanço da reciclagem e a erradicação dos lixões, distanciando o país das metas globais de economia circular. A fragilidade desse ecossistema gera riscos operacionais e reputacionais para as organizações. Os municípios precisam encarar a logística reversa e a conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) não apenas como obrigações legais, mas como componentes vitais do enfrentamento do problema dos resíduos. Sob o rpisma do pilar ambiental (E do ESG), superar esse gargalo requer o fortalecimento de parcerias público-privadas (PPPs) robustas e novos modelos de financiamento. Uma governança proativa deve integrar a gestão de resíduos ao centro da gestão, transformando passivos ambientais em oportunidades de inovação industrial e garantindo a sustentabilidade a longo prazo. — 🔗 Acesse e saiba mais.

Ministério da Fazenda integra finanças ao mercado de carbono

O Ministério da Fazenda deu um passo estratégico ao interligar instrumentos financeiros tradicionais ao futuro mercado regulado de carbono brasileiro. A medida visa estruturar um ecossistema de transição de baixo carbono, permitindo que títulos de dívida e ativos de crédito sirvam como garantias ou mecanismos de fomento para projetos de mitigação. A iniciativa confere a liquidez e a segurança jurídica necessárias para atrair o capital institucional estrangeiro. Sob a perspectiva da estratégia e da governança, a integração cria um ambiente regulatório previsível e robusto. Para as organizações, o mercado regulado deixa de ser um centro de custos regulatórios e passa a figurar como alavanca de valor. Para a agenda de sustentabilidade, a ação da Fazenda amadurece as finanças verdes no país. Uma governança corporativa proativa deve se antecipar a essas regras, alinhando sua estratégia financeira e as metas de ESG à nova arquitetura financeira. — 🔗 Acesse e saiba mais.

Emissões da Amazon sobem 16% com Data Centers e IA

A Amazon registrou um aumento de 16% em suas emissões de carbono, impulsionada pela expansão acelerada de seus data centers e pelo processamento de inteligência artificial. O dado explicita o imenso desafio energético das gigantes de tecnologia para sustentar a infraestrutura digital, evidenciando o descompasso entre as metas de descarbonização corporativa anunciadas e a realidade operacional da computação em nuvem em larga escala. Esse cenário joga luz sobre o risco de greenwashing involuntário no setor tecnológico. A dependência de redes elétricas ainda intensivas em combustíveis fósseis para alimentar servidores exige um redirecionamento imediata de investimentos em matrizes limpas. O caso da Amazon redefine os parâmetros de responsabilidade. A governança demanda que a eficiência tecnológica e a eficiência energética caminhem juntas. — 🔗 Acesse e saiba mais 

Alerta: super El Niño pode persistir até 2027

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) emitiu um alerta crítico: probabilidade de 81% de um El Niño “muito forte” até o fim de 2026 impõe uma urgência sem precedentes ao mercado global. Com potencial para figurar entre os maiores da história e estender seus efeitos até 2027, o fenômeno promete intensificar extremos climáticos, como secas agudas e tempestades severas, impactando diretamente a infraestrutura urbana e a produção agroindustrial. A volatilidade climática ameaça a estabilidade de cadeias de suprimentos e o preço de commodities, transformando a adaptação em um fator crítico para a continuidade dos negócios. Implementar planos robustos de contingência e adaptação baseados em dados climáticos preditivos é uma estratégia capaz de assegurar a continuidade dos negócios diante de um ecossistema global sob estresse máximo. — 🔗 Acesse e saiba mais

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Extraído, inspirado e adaptado de conteúdo da Internet

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