Percepções Sustentay – 25/07/2026
julho 25, 2026
Percepções Sustentay apresenta notas rápidas e variadas sobre governança, estratégia, sustentabilidade, tecnologia e equilíbrio. São pequenas notícias que, juntas, constroem um panorama abrangente de ideias, insights, informações e observações relevantes. Hoje as percepções Sustentay abordam: Governança da IA: do projeto piloto ao valor real; Resiliência climática: a importância do contexto local; Apagão de talentos: desafio estratégico na gestão de pessoas; Risco fiscal: a fragilidade da previdência; e Estratégia regenerativa: além da sustentabilidade.
Estratégia regenerativa: além da sustentabilidade
A transição da sustentabilidade tradicional para o conceito de regeneração redefine a estratégia corporativa ao propor que as empresas atuem não apenas na mitigação de danos, mas na recuperação ativa do capital natural e social. O modelo de apenas neutralizar impactos mostrou-se insuficiente no cenário atual, sendo necessário que as organizações reintegrem a dinâmica dos ecossistemas ao seu modelo de negócios para garantir resiliência operacional a longo prazo. Sob a perspectiva da governança, a liderança regenerativa requer uma mudança estrutural na tomada de decisão estratégica. Métricas focadas exclusivamente em retornos financeiros de curto prazo abrem espaço para um modelo que mensura a geração de valor compartilhado para todos os stakeholders. Trata-se de alinhar a estratégia financeira à vitalidade dos territórios e comunidades onde as organizações operam. Para o pilar do ESG, o ecossistema das organizações precisa evoluir da conformidade regulatória para a restauração ambiental sistêmica. Incorporar a lógica regenerativa no planejamento estratégico fortalece a governança corporativa, blinda as organizações contra riscos regulatórios e reputacionais e posiciona a inovação ecossistêmica como a principal alavanca de competitividade. — 🔗 Acesse e saiba mais.
Resiliência climática: a importância do contexto local
Artigo publicado no Fórum Econômico Mundial aponta que a construção de soluções eficazes contra os impactos das mudanças climáticas necessitam de uma abordagem adaptada às vulnerabilidades de cada local, como exemplificam as estratégias locais no Japão e no Peru. Enquanto a infraestrutura japonesa prioriza a engenharia de alta precisão e o planejamento urbano preventivo contra desastres naturais, as comunidades peruanas apostam em tecnologias ancestrais de gestão hídrica e conhecimentos tradicionais para proteger ecossistemas andinos e garantir a segurança alimentar. Sob a perspectiva da estratégia e da governança, o contraste entre essas realidades evidencia que políticas socioambientais padronizadas costumam falhar ao ignorar as especificidades regionais. A gestão pública e as organizações necessitam atuar dentro de uma visão onde o mapeamento de riscos climáticos seja descentralizado e sensível às dinâmicas geográficas e culturais de cada unidade operacional. Para as agendas de ESG, a resiliência duradoura requer a integração entre o conhecimento técnico científico e a sabedoria comunitária territorial. Organizações que alinham seus investimentos socioambientais às necessidades reais dos ecossistemas e populações locais fortalecem sua governança, reduzem vulnerabilidades operacionais e constroem uma vantagem competitiva verdadeiramente sustentável. — 🔗 Acesse e saiba mais.
Apagão de talentos: desafio estratégico na gestão de pessoas
O cenário em que oito em cada dez empresas enfrentam dificuldades para preencher vagas evidencia um gargalo estrutural na força de trabalho do país. A escassez de profissionais qualificados deixa de ser um problema pontual do setor de Recursos Humanos e passa a figurar no topo das prioridades do planejamento estratégico das organizações, impactando diretamente a produtividade, a inovação e o crescimento dos negócios. Sob o olhar da governança e do pilar social (S do ESG), o apagão de talentos requer que as organizações reformulem suas estratégias de atração e retenção de pessoas. Investir em programas contínuos de capacitação (upskilling e reskilling), criar ambientes de trabalho inclusivos e garantir equidade de oportunidades tornaram-se compromissos fundamentais para manter a resiliência. A resposta a essa crise depende da integração entre a gestão de pessoas e a estratégia de negócios a longo prazo. Organizações proativas que tratam o desenvolvimento do capital humano como ativo estratégico fortalecem sua governança, reduzem riscos operacionais e garantem sua competitividade em um mercado de trabalho cada vez mais complexo e restritivo. — 🔗 Acesse e saiba mais.
Risco fiscal: a fragilidade da previdência
Estudo elaborado por auditores da Receita Federal revela que a Previdência Social deixa de recolher 56% de sua arrecadação potencial devido a benefícios tributários, sonegação e contestações judiciais. O diagnóstico aponta que as concessões fiscais e tratamentos favorecidos previstos na legislação drenam mais recursos do sistema do que a própria evasão fiscal, evidenciando um desafio estrutural que ultrapassa a mera fiscalização e atinge o próprio desenho do modelo normativo nacional. Sob a perspectitiva da estratégia e da governança pública, essa fragilidade no financiamento da Seguridade Social, cujo déficit superou R$ 320 bilhões, compromete a estabilidade macroeconômica e a previsibilidade dos negócios. O cenário requer maior rigor no mapeamento de riscos regulatórios e na gestão da conformidade tributária, evitando a dependência de incentivos que podem ser revisados diante do aperto fiscal do Estado. Para a pauta de ESG, a sustentabilidade do sistema previdenciário é um compromisso direto com a equidade social e a justiça distributiva. Uma governança corporativa ética deve promover a integridade fiscal e o recolhimento responsável, compreendendo que a perenidade do ambiente de negócios e a mitigação das desigualdades dependem de um financiamento público sólido, transparente e bem estruturado no longo prazo. — 🔗 Acesse e saiba mais
Governança da IA: do projeto piloto ao valor real
Estudos indicam que apenas 5% dos projetos piloto de inteligência artificial geram resultados financeiros concretos, evidenciando que o principal entrave corporativo não é a tecnologia, mas a falta de governança e visão de negócios. A proliferação de iniciativas isoladas e sem propósito estratégico claro resulta no desperdício de recursos e na incapacidade de escalar soluções que realmente transformem as operações. Na perspectiva da governança, a evolução para organizações guiadas por IA necessita definir limites éticos e arquiteturas de proteção rigorosas. A gestão precisa estabelecer níveis de decisão que equilibrem autonomia tecnológica e intervenção humana, prevenindo vazamentos de dados, falhas de compliance e riscos operacionais sistêmicos. A IA deve ser vista como vetor estruturante de valor e resiliência de longo prazo, unindo eficiência tecnológica, mitigação de riscos e capacitação contínua das pessoas. — 🔗 Acesse e saiba mais
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Extraído, inspirado e adaptado de conteúdo da Internet
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